31º colóquio da lusofonia   abr 2019 Belmonte rota cultural

1.  ALFREDO AZINHEIRA E A BANDA AR D’GRAÇA

 

BELMONTE 2018

Alfredo Azinheira  (VOZ E GUITARRA) Banda "Ar D'Graça" ),

 

 

ouça-os aqui em Belmonte no 29º em 2018

 

 

 

 

ALFREDO AZINHEIRA, EX-CHINCHILAS E EX-NEVADA atua com os "AR D'GRAÇA": João Parreira (Teclas); Jaime Reis (Violino), Fernando Casaca (Contrabaixo), Alfredo Azinheira, (Voz E Guitarra).

Alfredo Azinheira. Nasceu em Lisboa a 14 de janeiro de 1949 e reside em Oeiras.

Trabalhava em informática como Técnico Prof. especialista e começara, nos anos 60, a tocar viola-baixo em conjuntos rock.

Jorge Mendes era Engenheiro Maquinista Naval. Tocavam juntos em bares de Lisboa há vários anos. Foi num bar, que em cinco minutos ambos compuseram o tema com letra de Alfredo Azinheira, “Neste barco à Vela". A maqueta que mandaram ao festival foi gravada, em condições precárias, num barracão. Para essa versão usaram a guitarra portuguesa como acompanhamento e não usaram bateria. Assim que a música foi selecionada, Jorge Mendes convenceu-se logo que iriam ganhar. E assim aconteceu, e os NEVADA foram a Bruxelas representar Portugal no Festival da Eurovisão.

Alfredo Azinheira teve a sua primeira passagem pela música enquanto baixista do grupo Chinchilas, nos finais dos anos 60, um dos grupos rock mais conhecidos de então. Os Chinchilas são uma das bandas portuguesas de rock mais emblemáticas, mais icónicas.

 Formaram-se em 1965 sob a batuta de Filipe Mendes, outra figura lendária da guitarra elétrica em Portugal.

 Estão agora a comemorar 50 anos de atividade com o mesmo frenesim de outrora.

O misticismo dos Chinchilas começa logo no batismo. Porquê Chinchilas, nome de animal? Chinchila é um roedor elitista, cuja pele as tias de Cascais gostavam de ostentar em casacos compridos. Mas chinchila é também nome de animal e os Animals, de Eric Burdon, eram, à época, um dos mais prestigiados conjuntos britânicos de blues, a grande sede dos Chinchilas.

Mas nem sempre os Chinchilas foram Chinchilas, também foram Alberto Morde Na Mãe e Monstros. Mas ficaram Chinchilas, até hoje.

Filipe Mendes (faleceu em 2018), tido como o “Jimi Hendrix português” e por isso também conhecido como Phil Mendrix, tinha então 16 anos quando se juntou a Alfredo Azinheira, 15 anos, viola-baixo, José Machado, 14 anos, teclista, e Vítor Mamede, 13 anos, baterista, para formar um conjunto da moda, mas diferente, os Chinchilas.

E ganharam logo o Festival de Música Moderna da Costa do Sol e o Festival Rock de Tomar. Neste último Festival, Vítor Mamede foi eleito o melhor baterista e Alfredo Azinheira o melhor baixo, portanto, a melhor secção rítmica do Festival. Entrada de arromba!

 

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29º BELMONTE 2018

 A prova de fogo viria a 18 de setembro de 1965 quando os Chinchilas participaram numa eliminatória, a quarta, do Concurso Ié-Ié, realizado no Teatro Monumental, em Lisboa, a grande montra da música moderna portuguesa de então. A vontade de ganhar era tanta que os Chinchilas se inscreveram no Concurso com dois nomes diferentes: Monstros e Chinchilas. Eram então formados por Carlos Bastos, futuro fadista, viola-ritmo, Gilberto Guerreiro, viola-baixo, Vítor Mamede, bateria, José Machado, teclas, e Filipe Mendes, viola-solo. Ficaram em 2º lugar na eliminatória, só superados pelos Jets.

Na eliminatória seguinte, no dia 6 de novembro de 1965, já com a sua única designação oficial, os Chinchilas voltaram a ficar em 2º lugar, suplantados desta feita por um conjunto de Coimbra, Boys, onde pontificava Carlos Correia, Bória, futuro acompanhante de José Afonso.

Nesta eliminatória, os Chinchilas eram formados por Filipe Mendes, José Machado, Mário Piçarra, filho do tenor Luís Piçarra, Fernando e Vítor Mamede.

 Os Chinchilas que provocaram grande burburinho na sala apresentaram-se de casaco preto com botões de metal branco e calças cinzentas, a moda da época, e tocaram, entre outras canções, “I’m Down”, dos Beatles, “Do You Love Me?”, celebrizado pelo Dave Clark Five, e “I Love You So”, original da banda, mais tarde rebatizada de “Marry Me”.

Na 1ª meia-final do Concurso, no dia 8 de janeiro de 1966, ganha pelos Sheiks, os Chinchilas foram fiéis ao 2º lugar.

Na final do Concurso, no dia 30 de abril de 1966, ganha pelos Claves, os Chinchilas, sem Filipe Mendes, ausente nos Estados Unidos, ficaram em 6º lugar.

Embalados pelas atuações ao vivo, onde Filipe Mendes era a grande estrela pelos seus solos psicadélicos na guitarra, os Chinchilas editaram em 1967 o seu 1º EP que incluía uma versão de “I’m A Believer”, de Neil Diamond, celebrizada pelos Monkees, e três originais, “Take That Train”, “Crying” e “Marry Me”.

Gravaram o disco Filipe Mendes, voz e viola-solo, Salvatore Klumbos (Pino Klumbos), de nacionalidade venezuelana, viola-ritmo, José Machado, órgão, Alfredo Azinheira, viola-baixo, e Vítor Mamede, bateria.

Azinheira abandonou o grupo para ir prestar serviço militar para Timor, onde foi a voz dos Académicos de Timor.

Mais tarde, já em Portugal, juntou-se ainda aos Plutónicos [Com raízes num grupo formado em Lisboa no início da década de 60, os Plutónicos, que chegaram ainda a gravar um EP com o cantor Gino Garrido, os fundadores dos Ferro & Fogo apresentavam-se como uma proposta nova na criação de originais.

Fundou os Ferro & Fogo, no final dos anos 70. (ouça-os aqui na canção Timor).

Com a invasão de Timor-Leste por parte das tropas da Indonésia, o grupo concebe uma obra musical dedicada à causa do território asiático, que nunca chegam, no entanto, a editar comercialmente e de que a música de hoje é um fragmento.

A letra é do baixista, Alfredo Azinheira, e a música é de José Castro, dos Petrus Castrus.

 Foi a primeira banda a compor uma canção dedicada a Timor, muito antes dos Trovante, “Por Ti, Timor”, em 1979].

Participou como elemento da orquestra do Festival da Canção 1974. Deixou este último grupo para fundar em 1987 os Nevada, com Jorge Mendes, com o qual concorreu ao Festival da Canção 1987, com o tema Neste Barco À Vela, tendo sido os grandes vencedores e representando o nosso país em Bruxelas, na Eurovisão, classificando-se em 18º lugar. 

O grupo continuou apesar da saída de Jorge Mendes e com a presença de Fernanda Lopes e Carla Burity, tendo editado um single e um LP, intitulado Na Outra Margem, em 1991.

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Alfredo Azinheira continua a cantar e a dar concertos sempre que solicitado.

Foi convidado para Belmonte em 2018 e 2019 especialmente por ter estado em Timor e fazer a ponte entre um passado comum a Lotus de Jade Tchum, Chrys Chrystello, Ximenes Belo, Ramos Horta, Dr José Barbara Branco, Barbedo de Magalhães, Luís Cardoso (Takas) e Piki Pereira.

 

 PARTICIPOU PELA PRIMEIRA VEZ NO 29º BELMONTE 2018

 

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