24º COLÓQUIO DA LUSOFONIA  

24-27 setº 2015, santa cruz da graciosa, açores     

 Meteorologia

"os colóquios da lusofonia fazem bem à alma, P. S. Silva"

INSCRIÇÃO, VIAGENS+

hotel+refeições

Participantes (CONVIDADOS  D. XIMENES BELO, Dra. Marisa Mendonça, IILP/CPLP, - AUTORES AÇORIANOS PRESENTES:  Álamo Oliveira, Brites Araújo,   Norberto Ávila Susana Margarido, Victor Rui Dores

 SESSÕES CULTURAIS  

horário sessões

tudo sobre o 24º colóquio está agora em

http://www.lusofonias.net/coloquios-todos/ultimos-coloquios/cat_view/86-aicl/257-/340-.html

 

PROGRAMA BIODADOS E SINOPSES 

Quem inventa ilhas apenas cria

sabidos paraísos e infernos ainda iguais

às vidas já vividas na agonia

de ser o menos e almejar o mais.

 Quem em ilha nasce logo cedo reconhece

onde o menos se distende e como o mais fenece.

 

Vasco Pereira da Costa

 

(Terras. Campo das Letras Ed. 1997

 

MAR COM POETA DENTRO

 

O corpo da ilha não tem nome

próprio de quem se rodeia de orvalhos antigos.

quando navega não tem

Rumo nem destino.

no cais a penumbra branca desce

sobre a viagem adormecida.


desconhece-se que poeta foi ver o mar por dentro.

mas sabe-se quem gratificou com sonhos

os muros da solidão.    

Álamo de Oliveira

 

POEMA DOS NÁUFRAGOSTRANQUILOS

Somos herdeiros dos quatro ventos
Sem uma vela para lhes dar
Temos amarras e temos lenços
Num cais de pedra para acenar.
Somos herdeiros da maresia
Que salga os olhos de olhar o mar
E temos rios de lava fria
Que se recusam a desaguar.
Somos herdeiros de uma lembranca
de tesouros afundados
e arpoamos a esperanca
na nossa morte reclinados.
Somos herdeiros de um rombo aberto
no nevoeiro secular tranquilos
naufragos do incerto
vamos morrer no mar.   

 

Emanuel Félix (1936-2004

 

ILHA

 

Só isto:
O céu fechado, uma ganhoa
pairando. Mar. E um barco na distância:
olhos de fome a adivinhar-lhe à proa
Califórnias perdidas de abundância.
        

 

Pedro da Silveira (1922-2003) 

A Ilha e o Mundo (1952)

 

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